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riscos_e_rabiscos

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* Efeito gel ou efeito cola? *

Ofereceram à minha sogra um verniz daquela marca que começa em "A" e acaba em "N" (não digo o nome, só se me pagarem a publicdade ). 

Como é muito claro, ela resolveu oferecer-mo pois, diz ela, só usa cores escuras como o roxo, cinza metálico, ou preto. Assim sendo, deu-mo.

 

Eu que até nem gosto nada de vernizes, fiquei toda contentinha. A cor é daquelas clara que eu uso e gosto muito (não sou muito esquisita com as cores) e fiquei ansiosa para o experimentar. Diz no verniz que é efeito gel e eu ainda não coloquei nas minhas unhas nem efeito gel, nem gelinho, e nem gel... Gel só mesmo para lavar as maos... e or esto do corpo, pronto!

 

Quando precisei de pintar as unhas de novo, fui buscar o "verniz da sogra" para experimentar. Comecei a pintar e vi que ficava giro. Continuei. Depois de uma mão pintada, verifiquei que  o verniz, ao contrário dos que costumo usar, demorava um bom bocado para secar. Ia sempre tocando para ver se secava mas a coisa estava difícil. Acabou por secar mesmo com alguma..."imperfeições", chamemos-lhe assim.

 

Mas... passado pouco tempo e com a lida da casa e lavagem da loiça, começou a saltar. Eu que tenho horror a pontas de unhas com o verniz a saltar - mania minha! -, fui logo a correr tirá-lo.

 

E foi aqui que a porca torceu o rabo!Quem diz que o gajo saía? Vá de acetona, vá de esfrega, esfrega e lá saíu não sem deixar marcas da sua presença.

 

Em suma, já pintei mais duas vezes as unhas, já limpei mais três com acetona e o sacana do verniz continua nas minhas pobres unhas. Mas então era efeito gel ou efeito super cola 3? So vai sair quando as unhas crescerem? Foi praga de sogra? Ou ela deu-me o verniz porque sabia que ele fazia isto?

 

Só a mim é que acontecem parvoices destas!

 

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* O motivo do meu desgosto e ausência*

Quem me segue há mais tempo aqui o blog, sabe da existência do meu cão Pimentinha.

Faz hoje um mês que o meu Pimentinha partiu. 

 

Tudo começou num domingo (já tremo de medo quando algo menos bom acontece neste dia) em que vejo o meu pequenino a perder as forças nas patinhas de trás. E frações de segundos, revejo o dia da partida do meu Bobi que começou assim e digo ao N. que temos de levar o cão imediatamente ao vet. Mas que vet? Jamais levarei algum animal meu onde levava o Bóbi. Arriscámos num novo.

 

Foi todo observado, fizeram logo RX e diagnosticado um sopro cardíaco assim como uma massa no abdomen que tinha de ser investigada. Fez análises e acusou uma anemia muito grande. Foi logo medicado para tudo e nos dias seguintes melhorou um pouco.

 

Mantive sempre contacto com a clínica e as vets para dar feedback do que se estava a passar mas chegou a uma altura que o Pimentinha quase não comia e a vet - dona da clínica eque ainda não o tinha visto - mandou-me levá-lo lá assim que pudesse porque estava muito preocupada com ele.

 

Observou-o, fez novo RX e quando nos trouxe o meu docinho, disse-nos com voz embargada que ele tinha um tumor no baço e que não havia nada a fazer aão ser medicar para a dor, dar vitaminas e deixá-lo comer tudo o qe tivesse vontade pois o importante era comer. Isto foi numa sexta-feira.

 

O meu Pimentinha foi piorando gradualmente, quase não comia, dar-lhe a medicação era um sacrilégio e quase não tinha força. Na terça-feira, quase não se mexia e eu percebi que tnha chegado o dia da partida. Levei-o ao quintal e nem conseguia fazer as necessidades. Trouxe-o para dentro e começou a vomitar "água". Deitei-o na minha cama junto à minha perna e comecei a fazer-lhe festinhas para o acalmar. entretanto liguei ao N. para vir para Lisboa porque o meu docinho não passava daquele dia. O meu fiel amigo faleceu enquanto eu estava ao telefone.

O meu bichinho sofreu tanto e nunca se queixou.

 

Liguei para a clínica que foram super humanos e me vieram buscar o meu menino tão amado para fazerem a cremação. Não há nada que pague isto, esta humanização. 

 

nestas alturas tenho sempre grande força mas quando é possível e permitido, desabo. Fui com o meu N. para baixo, precisávamos de nos apoiar neste momento de tanto desgosto. Foi muito duro. E o destino é tão irónico que os meus dois bichinhos tão amados morreram quase que morriam no mesmo dia com a diferença de um ano.

 

Os meus bichinhos são os filhos que eu não posso ter e amo-os incondicionalmente. Quem tem animais, compreende-me.

 

Pimentinha, meu docinho, meu fiel escudeiro, estás sempre no meu coração. A doninha ma-te para sempre!

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* Tributo ao meu Bóbi.*

Faz hoje um ano que passei um dos dias mais horríveis da minha vida. Era domingo, o meu N. tinha ido embora e eu estava na casa nova da minha mãe a arrumar coisas.

 

O meu adorado Bóbi andou bem todo o dia, brincou comigo, correu e não manifestou nada de anormal. Ao fim da tarde, Começou a beber muita água, demasiada água. O que comia, vomitava, só queria mesmo água. Como ele sempre teve problemas de estomago, dei-lhe um medicamento de proteção do estomago que o vet receitou. Mas os vómitos continuaram. E começou a perder a força nas patas traseiras.

 

O meu docinho tinha de ir ao vet urgentemente mas era domingo, só podia ser uma urgência e não tinha ninguém com carro que mo pudesse levar. O meu irmão que tinha regressado de fora de Lisboa, finalmente, levou o meu Bóbi ao vet. Este não lhe detetou nada de especial, apenas lhe deu um protetor gástrico injectável. Tentou (espicaçou-o todo para) tirar sangue para fazer umas análises e ver como estava a urina já que ele tinha cálculos na bexiga,mas aquilo não correu nada bem. Jamais me esquecerei dos olhos do meu docinho que agora entendi como sendo um pedido de socorro.

 

Depois de consultado só estava bem deitado no chão, não tinha força e o vet dizia que era da medicação. Levámo-lo para o carro, viémos para casa e o meu adorado Bobi, quis deitar-se na cama dos meus pais. Dirigi-me à sala e oiço a minha mãe chamar-me a mim e ao meu irmão, ao mesmo tempo que ouvi o cão lançar dois urros, e dizer que o Bóbi estava morto.

 

Corri, tentei pegar no cão que se antes pesava 34 quilos agora pesava o dobro para o levar de novo ao vet na esperança de conseguir reanimá-lo mas não conseguia, não tinha força. Desesperei, arranjei forças não sei onde, passámos sinais vermelhos, conduzimos em contramão e chegámos ao vet.

 

Não foi possível fazer nada. Já estava a arrefecer. Deixei-lo lá para cremação junto com o meu coração. Fique arrasada, destroçada e entrei em depressão. Nessa noite não consegui parar de andar de um lado para outro pela casa toda, não consegui dormir embora tivesse tomado três xanax.

 

Acredito piamente que foi negligência. O choque foi tão grande, tão acutilante e brutal que nem sequer consegui falar sobre isto aqui no blog.

 

Por ironia do destino, para ir para a escola onde dei aulas este ano, tinha de passar duas vezes à porta do vet e reviver aquela noite fatídica. Foi duro, muito duro!

 

O meu grandão muito amado! A "mana" ama-te muito e estás sempre no meu coração, meu docinho!

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* Pepper is back!*

Pois, é a Pepper está de volta! Descansada mas cansada, pronta para enfrentar as feras da vida de novo (conseguem ver as minhas garras e os dentes de fora?).

 

Na minha ausência, passei por...

- um super desgosto

- férias no alentejo

- oferta de uma prenda mordisca

- o meu aniversário

- muito namoro

- muito destilanço, nomeadamente na bigodaça (lembram-se?)

- um valente corte de cabelo

- algumas passeatas

- encontros com amigos

- e mais algumas coisas de que não me lembro agora porque preciso de almoçar para pôr o cérebro a funcionar!

 

Anyway, estou de volta! 

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